Estranha

Como é difícil olhar pra si
sem artifícios.
Enxergar as sombras que se ocultam
por detrás de nossos joelhos,
o desejo amarrado
por entre os dentes…

Ás vezes é impossível
mesmo através do espelho.
Ele não reflete a dor,
a orgia dos pensamentos indefinidos,
a delicadeza que fura o peito.

Minhas entranhas
têm rimas estranhas
que me confundem enquanto se entrelaçam.

Minha ferramenta é o grito.
Abafado,
repetido,
estridente,
arranhado.

E enquanto esta manhã passa
como qualquer outra
que já me atravessou
olho pra estes versos e vejo:
sou muito maior do que estou.

Sobre o Autor

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Paola Giovana
Gosto de me reinventar, sentir o sabor do novo e das infinitas possibilidades da existência. Tenho tendência ao vício pelas coisas boas, obsessão pelo conhecimento e amor pela arte. Sob o signo de Capricórnio, meu destino é conquistar!

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