Heroína

Alguém através de mim quer escrever e se fazer ouvir. Alguma alma aleatória quer grafar randomicamente pedaços de palavras soltas e talvez sutis. Éter, Ester, estrela. Ex-bandida do almanaque envelhecido jogado na rua. Encontrada depois da enxurrada. Amarelada, mofada, podre nas páginas desgastadas e decadentes de mais uma vida esquecida. Ela também já fora heroína.

Máquina de Escrever

A proposta do trabalho de Análise Crítica da Arte era fazer um livro-objeto baseado em algum conteúdo que vimos na disciplina. Escolhi a entrevista de Agnès Varda, no Entrevistas – Vol. 3 de Hans Ulrich. Resolvi, como a Agnès, fazer algo que de certa forma aproximasse as pessoas de mim através da obra. Selecionei, então, […]

Do Fogo e do Vento

Sussurro fresco e cálido Incendeia. A fluidez das palavras Ultrapassa a teia.   Sou vulcão, és sereia. Toda a brasa em que mergulha, Todo o néctar em que me embebo. No final, sua doçura Pura bruma, enlevo em segredo.   Por mais distante, ainda seu canto. Por mais vibrante o meu desejo Por mais profundo […]