Heroína

Alguém através de mim quer escrever e se fazer ouvir. Alguma alma aleatória quer grafar randomicamente pedaços de palavras soltas e talvez sutis. Éter, Ester, estrela. Ex-bandida do almanaque envelhecido jogado na rua. Encontrada depois da enxurrada. Amarelada, mofada, podre nas páginas desgastadas e decadentes de mais uma vida esquecida. Ela também já fora heroína.